Não sei quantas vezes fiquei na
estação imaginária
a sonhar com quem jamais viria. Não sei.
A olhar o movimento das pessoas
a sonhar com quem jamais viria. Não sei.
A olhar o movimento das pessoas
que nem se pareciam com
conhecidos
- transeuntes inventados pelo
meu sofrimento.
E tanto barulho, cheiros, choros, gritos...
frutos desta briga travada entre a razão e o coração.
E tanto barulho, cheiros, choros, gritos...
frutos desta briga travada entre a razão e o coração.
E eu me via ali no meio de
tanta gente e tão só,
até que eu acordava e me dava conta da solidão e sofria.
Só sabia o porquê dessa estação imaginária, e me resignava
até que eu acordava e me dava conta da solidão e sofria.
Só sabia o porquê dessa estação imaginária, e me resignava
Não sei quantas vezes voltarei
à estação imaginária,
com o coração sofrendo e a
mente revoltada.
Não sei por quantas vezes
reviverei a amargura
do momento em que a razão
prevaleceu,
afastando a minha parte mais
amada.
Não sei quantas vezes
sentirei
minha alma – minha serva - me
conduzindo
por terras estranhas que nunca irei,
cidades exóticas que não conhecerei,
planetas distantes que jamais saberei.
Me mostrando clowns que têm meu rosto,
por terras estranhas que nunca irei,
cidades exóticas que não conhecerei,
planetas distantes que jamais saberei.
Me mostrando clowns que têm meu rosto,
pedintes que têm o meu falar,
legiões de abandonados que têm o meu olhar.
E depois me recolocando na estação imaginária. Não sei.
legiões de abandonados que têm o meu olhar.
E depois me recolocando na estação imaginária. Não sei.
Não sei por quantas vezes
voltarei lá.
Só sei que haverá um dia em que um dia
condutor solidário - tal qual o barqueiro sombrio,
me conduzirá para a viagem que me livrará de tudo issoSó sei que haverá um dia em que um dia
condutor solidário - tal qual o barqueiro sombrio,
e minha alma enfim se tornará livre.
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