Como disse antes, ser mãe é a maior dor que já experimentei na vida. Sei que toda mãe sofre, e o sofrimento é assim, existe porque o amor existe.
A mãe ama demais, ama um amor que nunca tinha experimentado na vida.
Ontem ouvi um pai dizer que mãe estraga filho. É esse amor que dói que estraga tudo.
Estraga a relação, estraga amizades, estraga o casal, estraga o trabalho e estraga até a própria mãe. A um tempo atrás, pisei na bola com uma mãe. Ela nunca me perdoou e nossa amizade acabou. Mas o meu erro foi ter amado essa mãe e essa filha, como se fossem minhas próprias filhas. Lêdo engano. Eu não era mãe delas e hoje me vejo afastada do convívio das duas. Por mais que peça desculpas, por mais que tenha explicado minha atitude, o que ficou foi o fato de as ter separado. Hoje sofro por ter participado disso.
Tento virar a página, superar, mas o amor que tenho por elas não entende as informações que meu cérebro manda.
O cérebro e o coração não falam a mesma língua!
Quando fiz o que fiz, ainda não era mãe e hoje além de sofrer a perda, sofro a dor que ela sentiu na ocasião.
Hoje essa mãe se refez, não precisa me perdoar e nem precisa mais da minha amizade, mesmo porque ela não entendeu o que eu fiz.
Eu entendi, eu estava protegendo a minha própria mãe, que já tinha sofrido a maior dor que uma mãe pode sentir.
Mas essa dor eu não desejo pra ninguém!!!!
"Outra espécie de homens é constituída por aqueles que se sentem devorados pela mania de construir. Uma vez invadidos por essa irrequieta paixão, nunca se dão por satisfeitos, sendo a sua preocupação contínua a de fazer, edificar, destruir, até que, como Horácio, nessa tarefa de mudar o quadrado em redondo e o redondo em quadrado, acabam por ficar sem casa e sem pão. E com que ficam? Ficam com a doce lembrança de terem passado com prazer um grande número de anos." - Erasmo de Rotterdam