quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fagulhas, pontas de agulha,

Uma duas dezenas pessoas ensaiavam quadrilha na avenida principal. São os festejos de Santo Antônio, São Pedro e São João que ocorrem nestas terras há séculos. Havia por parte dos que ensaiavam muito boa vontade, muito espírito esportivo, enfim estas coisas que os homens de hoje e de sempre dizem "ser necessário valorizar", coisa que poucos fazem.

Havia no olhar deles um certo romantismo, uma nostalgia de tempos que não viveram, de cenas que não protagonizaram, o que é uma manifestação de loucura. Convenhamos não há louco maior que um romântico. Bom, talvez até haja. Mas o leitor que se emociona hoje assim, como choraria se lesse Os sofrimentos do jovem Werther na época de seu lançamento, para ficarmos num exemplo apenas.

Eu não esperei o bailar das moças e rapazes porque um automóvel com uma aparelhagem de música infernal, feriu meus ouvidos. Se é que era música aquilo. Minha loucura não chega a tanto. Saí dali com uma certeza de que há quadrilhas que precisam de ensaio e são belas; mas há outra que precisa de advogados e ocupa a avenida transversal. Nesta não há beleza e santo nenhum toma parte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário